Agropecuária | Publicada em 28/12/2018
“No campo, as perspectivas para a produção e a qualidade da cana na safra 2019/20 do centro-sul dependerão muito do clima no final de 2018 e no primeiro trimestre de 2019. Partimos das premissas que, de novo, a taxa de renovação vai repetir as taxas de 12% - 14% vistas nos anos recentes. Qualquer ganho de área colhida que possa surgir desses fatores deve ser compensado pela substituição de cana por outros cultivos”, diz o texto.
Nesse cenário, o Rabobank indica que as perspectivas apontam para um balanço global de açúcar mais apertado, com exportações indianas não suficientes para equilibrar o mercado. Isso acaba criando a dúvida de qual país vai conseguir suprir a necessidade criada pela falta de exportações da Índia.
“Do Brasil, é a resposta. Com um mix de açúcar que ficou bem abaixo de 40% em 2018/19, seria perfeitamente possível, mesmo contando com zero aumento de moagem e/ou de ATR, para o centro-sul produzir milhões de toneladas de açúcar a mais em 2019/20 do que produziu em 2018/19. Mas o preço de açúcar teria que estar suficientemente alto, em comparação ao preço de etanol, para catalisar esta resposta”, afirma.
Além disso, o relatório chama a atenção para o aumento da idade média dos canaviais, o que acaba aumentando também a vulnerabilidade da safra em caso de um clima desfavorável. Outro ponto delicado é a queda nos preços do petróleo, que engatilha o aumento dos preços do etanol.
Fonte: Agrolink
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