Agropecuária | Publicada em 31/12/2018
“Com relação aos fertilizantes nitrogenados e fosfatados: a pressão da demanda no segundo semestre do ano, a redução do aumento das expectativas de produção e a limitada participação da China nas exportações, sustentaram as altas de preços a partir do 2º trim. O embargo levantado pelos EUA ao Irã em agosto de 2018, também causou forte pressão nos preços da ureia no início do 4º trim”, diz o texto.
Já para o Potássio, o aumento da capacidade nominal de produção tem sido parcialmente anulado pelo fechamento de algumas plantas para reformas. Nesse cenário, a forte demanda de países como Brasil, China e Índia motivou sucessivos aumentos de preços.
“Para 2019, algumas questões ainda têm que ser respondidas, tanto do lado da oferta quanto o da demanda. Do lado da demanda, a primeira delas é: qual é o volume de ureia os EUA precisam buscar no mercado internacional no 1º trim. de 2019, para atender a migração de área de soja para milho, trigo e algodão? Outra questão importante é quando a valorização do dólar (e dos fertilizantes) vai, finalmente, impactar a demanda da Índia e do Sudeste Asiático”, indica.
O relatório afirma ainda que existe alguns pontos de atenção para serem levados em conta no ano que vem, como o fato de o Rabobank ter estimado que as importações de 2019 devem superar 28 milhões de toneladas, 6,3% maior que 2018. Além disso, os custos elevados seguem estimulando o produtor rural a aumentar a participação de produtos pós-patente em sua cesta de defensivos.
Fonte: Agrolink
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